Certa vez li, em uma revista, um artigo que me chamou muito a atenção; eu devia ter meus 15 ou 16 anos, passava horas lendo revistas jovens que não existem mais, e aquele artigo, em específico, de alguma forma inexplicável ficou guardado em mim. Era uma história simples de um garoto que, um dia, ao correr atrás de uma libélula, acabou se machucando; a história não era sobre o ocorrido, mas sobre o fato de ele ter ido atrás de seu desejo, a libélula, e ter sofrido a consequência.
Esse texto me fez refletir sobre aquela libélula, embora, no contexto do artigo, fosse uma libélula literal, na minha mente jovem representava a metáfora de lutar pelos objetivos; eu observava da janela do meu quarto a libélula atrás da qual eu não corria, mas isso foi naquele tempo.
Sem dúvida, eu corri atrás daquela libélula e de muitas outras que surgiram no meu caminho, e claro, como no texto lido, eu também me machuquei, muito mais por fora do que por dentro. E eu, com 15 anos, não me imaginava uma mulher de 35 que se ilude com libélulas no jardim, tanto que ainda tenho 34 anos e, de vez em quando, penso seriamente em seguir libélulas por aí.

Nenhum comentário:
Postar um comentário